UFSC cria curso para prevenir violência na escola

Iniciativa é do Núcleo Vida e Cuidado: Estudos e Pesquisas sobre Violências

Dar lições de solidariedade e respeito, em uma relação próxima com o aluno, é o ideal de todo bom professor. Para ajudar os mestres nessa tarefa, o Núcleo Vida e Cuidado: Estudos e Pesquisas sobre Violências, vinculado ao centro de Educação da UFSC, desenvolveu o curso de especialização A Gestão do Cuidado para uma Escola que Protege, junto com o Laboratório de Novas Tecnologias.

O encerramento das aulas está sendo marcado com um seminário, entre hoje e terça-feira, que aborda conceitos e ações para o enfrentamento e prevenção de violências contra crianças e adolescentes, em uma metodologia baseada em afeto.

Por um ano e meio, professores da região Sul do país aprenderam como o modo de agir e acolher pode ser determinante no comportamento dos estudantes em sala. Segundo a coordenadora-geral do curso, Ana Maria Borges de Sousa, a Ana Baiana, os professores devem mostrar aos alunos o que eles “podem fazer”, como dizer “bom dia”, abraçar os colegas. Atitudes éticas que, segundo ela, são motivo de vergonha hoje.

— Não se entendeu que educação é liberdade, com responsabilidade social. Faz toda a diferença para os alunos quando eles percebem quantas possibilidades têm — destaca.

O curso também ensinou como os professores podem interagir com a comunidade e como agir com crianças que sofreram violência, de agressões a estupro. As principais orientações são ajudar o estudante a procurar os órgãos de defesa e auxiliá-lo a compartilhar e superar a situação.

De acordo com Ana Maria, atitudes diferenciadas dos educadores reduzem a violência que, às vezes, se volta contra os próprios professores. Um grupo do Paraná, que finalizou o curso, comprova a eficiência na proximidade com os estudantes.

— Violência e bronca afastam. Quando a gente procura ver as qualidades do aluno, a relação fica bem melhor — afirma a professora Carina Pallu.

A intenção é oferecer em todo o país a especialização, que tem apoio do Ministério da Educação e de órgão de fomento.

Fonte: DIÁRIO CATARINENSE


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