Entrentanto, o trânsito não se refere apenas ao deslocamento de carros nas ruas, portanto o título dessa seção está inadequado.
saudações,
andré soares
LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997: “Art. 1º [...] § 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga”
*Esta carta está endereçada para OAB-SC, OAB Brasil, Vânio Bossle (TVBV), Jornal da Band, Alexandre Garcia (Bom Dia Brasil), Cacau Menezes (Diário Catarinense), Cidadão JA (RBS), Corregedoria do DETRAN-SC e Corregedoria da PM-SC, além dos vários cidadãos brasileiros e catarinense que recebem meus informes.
DAS PEQUENAS E DAS GRANDES CAUSAS
“Por que estranhas que venha na concha o que tu mesmo colocaste no pote?”
(provérbio árabe)
Vânio Bossle, da TVBV, muito falou sobre os perigos do novo plano diretor de Florianópolis, à Lagoa da Conceição. Plano que põe em risco, não somente a própria lagoa e suas dunas, mas abre precedentes para outras violências ambientais e comunitárias. Vânio, em seguida, pediu a participação da comunidade nas assembléias a fiscalizar quais serão os vereadores a aprovarem tal medida temerária.
Concordo plenamente com ele. No entanto, vejo a participação social, tanto dos cidadãos, quanto dos órgãos públicos e da mídia, pouco provável. Muito simples: quem não é capaz de ser responsável e respeitar as pequenas causas jamais o será pelas grandes.
Isto está claro na postura do cidadão florianopolitano, ao estacionar em locais proibidos sob as placas que assim sinalizam; dos responsáveis por tal fiscalização, ineficazes em tomar providências; e da mídia, omissa em sua função de divulgar tais ofensas. Um dos maiores exemplos está nas vias em torno do Shopping Iguatemi onde, apesar da proximidade da PM-SC, é praça cotidiana de desrespeito à cidadania.
Ora, como irá uma sociedade, incapaz de respeitar a sua própria comunidade e lei, debochando impunemente da fiscalização e da polícia, se defender das construções indevidas e ameaçadoras à sua cidade? E, se a própria ‘sociedade país’ vira as costas para isto, como impedir que a exceção não se torne regra? Mais do que isto, a negligência da polícia só corrobora a característica falta de interesse pelo bem comum, não só de Santa Catarina, mas de todo um país. Não é à toa que temos os políticos que temos.
Portanto, é importante sermos eficientes nas questões elementares para que tenhamos moral na busca pela construção de um lugar (e, consequentemente, um país) melhor. Se nem mesmo a transgressão nas barbas da PM-SC é capaz de ser coibida, o que não será possível fazer? Afinal, quem se sente confortável o suficiente para “transgredir a lei por uma azeitona, o fará igualmente por um cavalo”. No mais, os cidadãos corretos pagam impostos, estacionamentos e agem para que sejam respeitados, se não pelos seus pares desonrosos, que sejam, pelo menos, pelos órgãos e profissionais responsáveis pela fiscalização de seus direitos e deveres.
Espero que haja atitude desses órgãos, da mídia e das demais autoridades, se realmente dão a importância devida, e de vida, às falas e propagandas que tanto veiculam sobre cidadania. Pois, da minha parte, apesar de não poder mudar o Brasil, não deixarei que a desonra brasileira me mude. O que é certo deve ser exigido, exaustivamente. Especialmente, o que há de mais essencial.
Ou, então, que as placas sejam tiradas de lá, para que todos tenham os mesmos direitos; o que não acontece, atualmente.
Boa tarde,
Parabéns pelo sítio, vou segui-lo.
Entrentanto, o trânsito não se refere apenas ao deslocamento de carros nas ruas, portanto o título dessa seção está inadequado.
saudações,
andré soares
LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997: “Art. 1º [...] § 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga”
*Esta carta está endereçada para OAB-SC, OAB Brasil, Vânio Bossle (TVBV), Jornal da Band, Alexandre Garcia (Bom Dia Brasil), Cacau Menezes (Diário Catarinense), Cidadão JA (RBS), Corregedoria do DETRAN-SC e Corregedoria da PM-SC, além dos vários cidadãos brasileiros e catarinense que recebem meus informes.
DAS PEQUENAS E DAS GRANDES CAUSAS
“Por que estranhas que venha na concha o que tu mesmo colocaste no pote?”
(provérbio árabe)
Vânio Bossle, da TVBV, muito falou sobre os perigos do novo plano diretor de Florianópolis, à Lagoa da Conceição. Plano que põe em risco, não somente a própria lagoa e suas dunas, mas abre precedentes para outras violências ambientais e comunitárias. Vânio, em seguida, pediu a participação da comunidade nas assembléias a fiscalizar quais serão os vereadores a aprovarem tal medida temerária.
Concordo plenamente com ele. No entanto, vejo a participação social, tanto dos cidadãos, quanto dos órgãos públicos e da mídia, pouco provável. Muito simples: quem não é capaz de ser responsável e respeitar as pequenas causas jamais o será pelas grandes.
Isto está claro na postura do cidadão florianopolitano, ao estacionar em locais proibidos sob as placas que assim sinalizam; dos responsáveis por tal fiscalização, ineficazes em tomar providências; e da mídia, omissa em sua função de divulgar tais ofensas. Um dos maiores exemplos está nas vias em torno do Shopping Iguatemi onde, apesar da proximidade da PM-SC, é praça cotidiana de desrespeito à cidadania.
Ora, como irá uma sociedade, incapaz de respeitar a sua própria comunidade e lei, debochando impunemente da fiscalização e da polícia, se defender das construções indevidas e ameaçadoras à sua cidade? E, se a própria ‘sociedade país’ vira as costas para isto, como impedir que a exceção não se torne regra? Mais do que isto, a negligência da polícia só corrobora a característica falta de interesse pelo bem comum, não só de Santa Catarina, mas de todo um país. Não é à toa que temos os políticos que temos.
Portanto, é importante sermos eficientes nas questões elementares para que tenhamos moral na busca pela construção de um lugar (e, consequentemente, um país) melhor. Se nem mesmo a transgressão nas barbas da PM-SC é capaz de ser coibida, o que não será possível fazer? Afinal, quem se sente confortável o suficiente para “transgredir a lei por uma azeitona, o fará igualmente por um cavalo”. No mais, os cidadãos corretos pagam impostos, estacionamentos e agem para que sejam respeitados, se não pelos seus pares desonrosos, que sejam, pelo menos, pelos órgãos e profissionais responsáveis pela fiscalização de seus direitos e deveres.
Espero que haja atitude desses órgãos, da mídia e das demais autoridades, se realmente dão a importância devida, e de vida, às falas e propagandas que tanto veiculam sobre cidadania. Pois, da minha parte, apesar de não poder mudar o Brasil, não deixarei que a desonra brasileira me mude. O que é certo deve ser exigido, exaustivamente. Especialmente, o que há de mais essencial.
Ou, então, que as placas sejam tiradas de lá, para que todos tenham os mesmos direitos; o que não acontece, atualmente.
Atenciosamente,
Walter Moreno.